Como evitar o
distanciamento de suas origens, morando em outra região?
Jeferson Leite, cearense
radicado em Goiânia desde 2003, é apaixonado por literatura de
cordel.
Fazenda do Moinho narra um
suspense bem humorado de uma tal “assombração” que muita
assusta os residentes de uma vila campestre.
Curto e objetivo, esse
cordel em septilhas(versos em sete pés),
surpreende em seu desenrolar, revelando a perspicácia
do autor.
No formato original, a
literatura de cordel encontra-se atualmente estacionada num mercado
informal atendendo ao publico de feiras, mercados e algumas bancas de
jornais no nordeste.
O público do cordel, ao
contrário, tem reinventado as formas de acesso para apreciar essa
forma de escrita tão peculiar e que diz muito sobre nossas raízes.
Diversos autores tem
publicado seus cordéis num formato renovado, substituindo as
técnicas de ilustração, preservando ainda sua essência literal.
Engavetado por anos, a
“Fazenda do Moinho”, reencontrou esperanças de ser publicada no
encontro do autor com a ilustradora paulista Débora dos Santos, que
complementa a obra com uma linguagem visual contemporânea.
Não deixando dever às
demais publicações nacionais, o livro ainda promete um bônus em
audio, com a narração cantada por quem tem muita propriedade no
assunto; Geraldo Amancio, cearense de Cedro, é considerado o maior
cantador-repentista da atualidade.
Segundo o autor, a
resposta para a pergunta inicial é: “Levar a sua cultura aonde você
for”.
E você, tem carregado a
sua por onde vai?

O autor, Jeferson Leite, nascido em Fortaleza - CE, é músico e tem uma relação muito próxima com suas origens culturais. Escreveu a "Fazenda do Moinho", seu primeiro poema de cordel, inspirado nas histórias do seu avô Raimundo.
A ilustradora, Débora dos Santos, é paulista da zona leste e sempre sonhou em ilustrar um livro. Desenha desde pequena. E nos dias de hoje, continua desenhando!