s.m.
Corda muito delgada; cordinha.
Bras.
Literatura de cordel, o romanceiro popular nordestino, que se
distingue em dois grandes grupos: o da poesia improvisada, cantada
nas "cantorias", e o da poesia tradicional, de composição
literária, contida em folhetos pobremente impressos e vendidos a
baixo preço nas feiras, esquinas e mercados do Nordeste.
Essa
modalidade impressa de poesia já foi muito estigmatizada, mas hoje
em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, uma Academia
Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar
despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição
dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e
já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi
dessa vez.
O
nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram
expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis
ou barbantes em
Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição
do barbante não se perpetuou. O folheto brasileiro pode ou não
estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com
xilogravuras, também usadas nas capas.
Atualizando a linguagem visual, os formatos de apresentação e sem alterar as formas de metrificação, os produtores dessa literatura tem alcançado um número maior de leitores, tornando o Cordel mais popular do nunca.
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