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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Por eles


Resolvi colocar aqui um pouco de tudo o que sei sobre o trabalho de Débora dos Santos, mesmo sabendo que ele deve ser maior, já que a distância de agora não nos permite mais encontros na feira de domingo, o que aliás já serve como introdução: barulho de gente, comida boa, muitas cores, gente que gosta de sol, de conversas que aproximam, que testam com humor o valor do dinheiro e ficam felizes com o que levam para casa. A coerência de seu trabalho como ilustradora me parece colada com ginga, arte e vida se misturam com samba, seriedade é olhar com cuidado o outro, sua voz, sua música. Ver um pouco de tudo isso em suas ilustrações me faz pensar nas possibilidades do desenho, que pode cuidar de nos apresentar coisas importantes como a cultura popular, sua riqueza complexa, sua delicadeza expansiva. Ver materializado seu talento, agora em livro, me parece um simples acerto de potências, do gingado colocando as coisas nos eixos. Dancemos!





Doutor em poéticas visuais e chefe da Divisão de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Londrina, também é professor de desenho e pintura!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Autores


O autor, Jeferson Leite, nascido em Fortaleza - CE, é músico e tem uma relação muito próxima com suas origens culturais. Escreveu a "Fazenda do Moinho", seu primeiro poema de cordel, inspirado nas histórias do seu avô Raimundo.



D
 A ilustradora, Débora dos Santos, é paulista da zona leste e sempre sonhou em ilustrar um livro. Desenha desde pequena. E nos dias de hoje, continua desenhando!






domingo, 25 de agosto de 2013

Por eles



"Jeferson Leite nos conduz à 'Fazenda do Moinho', em uma narrativa poética curiosa, inteligente e prazerosa.
Para ser ouvida na voz do violeiro de prestígio que é Geraldo Amâncio ou tendo como trilha a rabeca que Jeferson toca com desenvoltura e leveza".












Gilmar de Carvalho, jornalista, escritor e pesquisador, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, professor aposentado do curso de Comunicação Social e do Mestrado em História Social da Universidade Federal do Ceará.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013




A história cantada do livro Fazenda do Moinho estará disponível aqui no blog a partir do dia 06 de setembro! Enquanto isso, que tal escutar "Pé-de-Cedro", clicando alí em cima?!




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Por eles



Com percepção de mundo que só os melhores ilustradores possuem, Débora sempre conseguiu captar as sutilezas do real e imaginário e reconstruir, com todas as ferramentas que o ilustrador atual tem em mãos. Fico muito feliz que o livro que vocês estão prestes a ler tenha sido ilustrado por ela, pois tenho certeza que a narrativa visual vai enriquecer e muito a experiência de A Fazenda do Moinho.
Boa leitura!




Lara Haddad - Ilustradora, Mestre em Estudos Literários – UEL, Produtora Cultural.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cordel?

s.m. Corda muito delgada; cordinha.
Bras. Literatura de cordel, o romanceiro popular nordestino, que se distingue em dois grandes grupos: o da poesia improvisada, cantada nas "cantorias", e o da poesia tradicional, de composição literária, contida em folhetos pobremente impressos e vendidos a baixo preço nas feiras, esquinas e mercados do Nordeste.


Essa modalidade impressa de poesia já foi muito estigmatizada, mas hoje em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.



O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou. O folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas.

Atualizando a linguagem visual, os formatos de apresentação e sem alterar as formas de metrificação, os produtores dessa literatura tem alcançado um número maior de leitores, tornando o Cordel mais popular do nunca.

Saiba mais:



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Por eles

Trabalho com a poesia popular há meio século, não sou um perfeccionista, mas habituei-me a gostar da poesia com rimas corretas e métricas perfeitas. Há muitas pessoas escrevendo sem valorizar esses dois quesitos citados, que são primordiais na construção da poesia cordeliana.

Fico surpreso e ao mesmo tempo feliz, quando me deparo com poetas que primam pela coisa perfeita. Por isso gostaria de parabenizar o poeta Jeferson Leite, que no seu poema "FAZENDA DO MOINHO" traz a marca do ineditismo, a força da inspiração, e acima de tudo o cuidado e o capricho nas rimas e na métrica. Sinto-me muito honrado em poder participar juntamente ao poeta Zé Eufrázio, desse texto poético de um enredo maravilhoso.


GERALDO AMANCIO PEREIRA, poeta, repentista e escritor.

Fortaleza - CE

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Release



Como evitar o distanciamento de suas origens, morando em outra região?

Jeferson Leite, cearense radicado em Goiânia desde 2003, é apaixonado por literatura de cordel.
Fazenda do Moinho narra um suspense bem humorado de uma tal “assombração” que muita assusta os residentes de uma vila campestre.
Curto e objetivo, esse cordel em septilhas(versos em sete pés), surpreende em seu desenrolar, revelando a perspicácia do autor.
No formato original, a literatura de cordel encontra-se atualmente estacionada num mercado informal atendendo ao publico de feiras, mercados e algumas bancas de jornais no nordeste.
O público do cordel, ao contrário, tem reinventado as formas de acesso para apreciar essa forma de escrita tão peculiar e que diz muito sobre nossas raízes.
Diversos autores tem publicado seus cordéis num formato renovado, substituindo as técnicas de ilustração, preservando ainda sua essência literal.
Engavetado por anos, a “Fazenda do Moinho”, reencontrou esperanças de ser publicada no encontro do autor com a ilustradora paulista Débora dos Santos, que complementa a obra com uma linguagem visual contemporânea.
Não deixando dever às demais publicações nacionais, o livro ainda promete um bônus em audio, com a narração cantada por quem tem muita propriedade no assunto; Geraldo Amancio, cearense de Cedro, é considerado o maior cantador-repentista da atualidade.
Segundo o autor, a resposta para a pergunta inicial é: “Levar a sua cultura aonde você for”.
E você, tem carregado a sua por onde vai?



O autor, Jeferson Leite, nascido em Fortaleza - CE, é músico e tem uma relação muito próxima com suas origens culturais. Escreveu a "Fazenda do Moinho", seu primeiro poema de cordel, inspirado nas histórias do seu avô Raimundo.



D
 A ilustradora, Débora dos Santos, é paulista da zona leste e sempre sonhou em ilustrar um livro. Desenha desde pequena. E nos dias de hoje, continua desenhando!